16 dezembro, 2018

Carta de Cedral 1:50.000.


Uma carta é uma representação plana da superfície terrestre que evidência com mais detalhes  que um mapa fenômenos naturais e culturais. Elas são de uso mais estratégico e têm grande importância no planejamento de ações governamentais, através delas é possível localizar com precisão lugares de interesse.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) disponibiliza cartas de vários municípios do Brasil. Cedral está cartografado pelo instituto. Clique no link abaixo para ter acesso à carta.

25 novembro, 2018

Cedral: passado e presente na arquitetura. Os tempos desiguais.

As paisagens urbanas acumulam tempos desiguais, a arquitetura denuncia através de prédios uma determinada época, a qual guardava costumes e valores de um determinado tempo, guardam marcas de estilos arquitetônicos, da pujança econômica e maneiras de se viver.
Uma cidade que preserva patrimônios histórico-culturais respeita o seu passado. Não é o que acontece em muitas cidades do Brasil. Ao ver um prédio muito antigo logo se pensa em demoli-lo, o capital em nome do progresso elimina sem a menor reflexão elementos arquitetônicos de relevância para as cidades.


As fotos que vemos acima de uma rua de Cedral guardam lapso de tempo de aproximadamente um século. A mais antiga é do início do século XX, a mais recente de 2017. O local não está exato, mas alguns prédios permanecem, outros foram modificados.
Cedral ainda tem uma arquitetura que preserva alguns prédios da década de 1920. Outros tantos foram modificados, outros estão em péssimo estado e correm o risco de serem substituídos por novas construções, priorizando o progresso em detrimento à história e à memória.

Fotos:
Antiga: Álbum Ilustrado da Comarca de Rio Preto, 1927-1929.
Recente: Alexandre de Freitas.  



12 novembro, 2018

Reflexões dobre o ecumenismo.

 
  Imagem fonte.
 Não raro fala-se em ecumenismo como a integração ou o contato com todas as práticas religiosas (o que poderia ser, mas não é). O ecumenismo sustenta a "integração" ou contato com as religiões cristãs. Em breve pesquisa na internet vê-se inflamados discursos que justificam e fundamentam que o ecumenismo se restrinja às religiões cristãs, em especial ao Catolicismo Ortodoxo, o Catolicismo Apostólico e o Protestantismo Histórico. Ou seja, o ecumenismo (pelo menos nessa abordagem mais divulgada) não inclui religiões espiritualistas e reencarnacionista, ou animistas. Uma definição interessante de ecumênico nos faz refletir sobre uma possível abrangência desse conceito a todas as religiões:

 A palavra ecumênico tem sua origem no vocábulo grego oikoumene. Este, por sua vez, é derivado da palavra oikos, que significa casa, lugar onde se vive, espaço onde se desenvolve a vida doméstica, onde as pessoas têm um mínimo de bem-estar. No Novo Testamento, esta palavra é usada em várias ocasiões (ver Mateus 24.14; Lucas 2.1; 4.5; 21.26; Atos 11.28; Romanos 10.18; Hebreus 1.6; 2.5; e Apocalipse 12.9), para se referir ao "mundo inteiro", a "toda a terra", e também ao "mundo vindouro".

Mas como já vimos, não é isso que ocorre. Ficando o termo mais restrito às religiões cristãs.
Em outra fonte consultada percebe-se uma visão onde o ecumenismo sofre recuos pois: 

"(...) não parece que seja por falta de fundamento bíblico-teológico, mas por fatores que interferem negativamente no caminho da reconciliação. Entre estes, verificamos o surgimento de movimentos religiosos de estilo esotérico-gnóstico; a proliferação de “igrejas livres” (free churches) desvinculadas da herança da Reforma; a postura mercadológica de várias denominações; o subjetivismo religioso; a promiscuidade ética dos que fazem da fé um pretexto para acumularem tesouros na terra, antes que no céu. " (http://www.cnbb.org.br/ns/modules/mastop_publish/?tac=189 Capturado em 05/08/2009)

A noção de ecumenismo ampliada para vários credos fica, até certo ponto, comprometida, ainda que haja entidades que sustentam seu ecumenismo com essa ideia mais abrangente . Como é o caso do "Centro Ecumênico de Ação e Reflexão" (acessem: http://www.cear.org.br/atual/index.php?option=com_content&view=article&id=60&Itemid=78)
Para se fazer referência à diálogos com todas as religiões e crenças do mundo é melhor usarmos o termo Diálogo Inter-religioso. Dessa forma, há possibilidades de discutir ideias e fazer análises sobre os mais variados sistemas de crenças. Nesse caso, vimos que a própria CNBB mantém esse tipo de ação vejam em: http://www.cnbb.org.br/ns/modules/mastop_publish/?tac=189 no caso, detecta-se um diálogo com o Islamismo e o Judaísmo. Não temos conhecimento (ao não tivemos acesso) à fontes onde esse diálogo se apresenta entre religiões politeístas, reencarnacionista ou animistas.
De todo mundo, vivemos num mundo diverso e plural onde todos (garantido por lei no Brasil) têm direito de manifestar seus credos religiosos. E esses, inegavelmente, merecem todo respeito por parte daqueles que se identificam com religiões ou crenças opostas.


Referências: 
Almanaque Abril, 2008. 
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